Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Há pouco, no Facebook, um amigo ("amigo/amigo", não "amigo/friend") publicou o link para um post onde fala sobre um dos filmes mais bonitos e delicados que já vi: Malèna, de Giuseppe Tornatore. Como ele diz, e bem, há mais beleza no filme do que aquela que é evidente aos olhos: tem Monica Bellucci, sim, mas tem mais do que isso. Tem comunidade, tem sociedade, tem preconceito, tem ascensão e queda, tem vida - tem tudo.

Na semana passada, nas limpezas da Páscoa com cheiro a Pronto Reparador, arrumei livros que já li e já não leio mas que, de uma forma ou de outra, fazem parte daquilo que me fez ser. E, numa consulta que não demorou mais do que um folhear de páginas - porque os livros que se conhecem são como parte de nós, e sabemos, em segundos, onde encontrar o que de nós é - encontrei frases e linhas que são, na verdade, mensagens maiores que as palavras que as compõem.

 

"- Se eu ordenasse a um general que voasse de flor em flor como as borboletas, ou que escrevesse uma tragédia, ou que se transformasse em gaivota e se o general não executasse a ordem recebida, de quem era a culpa? Minha ou dele?

- Era Vossa - respondeu firmemente o principezinho.

- Pois era. Só se pode exigir a uma pessoa o que essa pessoa pode dar - prosseguiu o rei. - A autoridade baseia-se nisso"

Antoine de Saint-Exupéry, O principezinho

 

Muitas vezes somos nós o nosso próprio inimigo. Exigimos demasiado, projetamos em nós (todas) as forças dos outros, como se (todas) as forças dos outros se pudessem reunir, sem conflito nem dor, dentro de uma só pessoa. Querer ser mais é a força impulsionadora para crescer. E admitir que o impossível existe é o princípio para se saber ser mais naquilo que se é.

 

 

 

J.R.R. Tolkien, As duas torres

 

Na vida, diferentes pessoas têm diferentes objectivos e diferentes caminhos a percorrer. Os sentimentos, quando os há, valem pelo valor que têm - muito, ou pouco, dependendo da força com que os alimentamos. As amizades, como os amores e as lealdades, não são mais verdadeiras só porque são mútuas, nem mais falsas porque só têm um sentido. São percursos, estradas, paths que nos levam de um ponto ao outro da nossa existência. E só isso basta para as tornar reais.

 

 

 

Antoine de Saint-Exupéry, O principezinho

 

Copo meio cheio, meio vazio, estrelas a rir ou a chorar, tudo depende não (só) do nosso ponto de vista mas da forma como vemos as coisas. Como e onde nos focamos. Aquilo a que damos importância. A mesma tarefa, o mesmo projeto, a mesma empreitada, podem ser grandes ou pequenas, alcançáveis ou impossíveis - tudo depende da forma como decidimos olhar para ela, da lente da alma que decidimos colocar à frente do coração. 

 

 

 

"- Só me pôs nos Gryfindor - disse Harry numa voz débil - porque eu pedi para não ir para os Slytherin.

- Exacto - disse Dumbledore a sorrir - E isso torna-te muito diferente de Tom Riddle. São as tuas escolhas, Harry, mais do que as tuas capacidades, que mostram quem de facto és."

 

J.K. Rowling, Harry Potter e a Câmara dos Segredos

 

:)

 Dizem que todos nascemos iguais. Dizem que todos temos as mesmas oportunidades. Dizem que todos podemos escolher.

Todos somos tudo... a diferença está na forma como, sendo e podendo ser tudo, queremos ser grandes naquilo que nos faz ser únicos.




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