Segunda-feira, 31.01.11
há dias em que o tempo parece não avançar, aqueles dias em que fechamos os olhos e, sem entender como nem porquê, acordamos num local ou tempo diferentes.
nesses dias o nosso organismo é indiferente à quantidade de cafeína, nicotina ou ar fresco a que é exposto. são dias em que o nosso corpo se divide em cérebro e "resto", e em que as pulsações e os tremores das pálpebras não encontram correspondência na actividade cerebral. tudo é lento, tudo é mudo, tudo é sono.
este é um desses dias. em que as ideias e os pensamentos caem como algodão: sem som, sem força, sem repercussão.
não fosse a fonte deste sono a coisa mais doce da minha vida e este seria, sem dúvida, um dia em que lamentaria as horas que não dormi.