Terça-feira, 07.02.12

Um dos pontos-chave dos meus trabalhos de doutoramento é a definição de um modelo que me permita a análise da presença online/identidade online dos indivíduos - uma coisa que não tinha previsto (modelos de análise há-os para todos os gostos e finalidades) mas que, aos poucos, se foi tornando mesmo importante.

Sendo a minha amostra uma amostra por conveniência - alunos do MCMM, de duas turmas/anos diferentes - o modelo terá, com toda a certeza, algumas limitações... mas vamos indo e vamos vendo :). Para já, e depois de analisar os dados recolhidos pelas entrevistas, tenho percebido que:

- na rede, existem dois grandes tipos de "identidade": as que se orientam pelo contexto, e as que se orientam pelo utilizador;

- é possível identificar alguns padrões ao nível da construção da identidade;

- existe, efetivamente, uma consciência relativamente à exposição e visibilidade dos conteúdos publicados e às implicações que estes têm na construção de uma reputação "digital".

 

Quer se opte por uma representação mais orientada para o contexto - filtrando conteúdos de acordo com a plataforma utilizada, gerindo os contactos, adotando (ou não) medidas mais apertadas ao nível da privacidade e da gestão da identidade digital - ou para o utilizador - publicando conteúdos independentemente do espaço -, os indivíduos estão, efetivamente, a construir na rede uma presença que reflete os seus interesses, experiências, e que poderá ter - ainda que não o percebam - um grande impacte no seu futuro enquanto alunos, investigadores, profissionais. Estão, na rede, a construir uma identidade que reflete o seu percurso enquanto apredentes e indivíduos, o que torna - na minha opinião - a temática da identidade online uma temática de grande interesse e pertinência.

Hoje, na rede, fala-se da Internet segura, da proteção das crianças e jovens, da privacidade e da segurança. Pontos importantes, certo. Os alicerces, diria até, para o que poderá ser um dia uma reflexão sobre coisas mais complexas, quando o "real" e o "digital" já não duas dimensões distintas mas uma única forma de estar.

 

Gostava de poder discutir estes assuntos - da privacidade, da reputação, do contexto - com mais pessoas. Alguém está interessado em partilhar um chá (com ou sem biscoitos) ao final do dia, enquanto conversamos sobre estas coisas? :)


Arquivado em: , ,


Quarta-feira, 21.09.11

[investigador=aquele que investiga; "investigador"(entre aspas)=aquele que tenta investigar]

 

 

1. Gula - desejo insaciável de algo para além do necessário. Visível na recolha de textos, papers, na requisição de livros na biblioteca e na subscrição de bases de artigos que nunca se vão ler. Quando levado ao extremo pode conduzir a overload de informação, esgotamento e à sensação de que se está sozinho no mundo: "A senhora da biblioteca não me quer atender, ninguém gosta de mim"

 

2. Avareza- apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais. Numa primeira fase manifesta-se em expressões como "35 euros por um paper??? Eu acho isto no Google". O segundo estádio (quando o dinheiro deixa de ter importância) caracteriza-se pela ocultação de referências, pela não partilha de documentos com os colegas, podendo conduzir ao conhecido síndrome do "Tio Patinhas"

 

3. Luxúria - deixar-se dominar pelas paixões. Enebriamento relativamente ao projecto, ao prazer de poder vir a ter artigos publicados e de se ser reconhecido. Bate forte, passa rápido.

 

4. Ira - intenso e descontrolado sentimento de raiva, manifestado normalmente durante o segundo ano de investigação. Carcateriza-se por uma imensa vontade de mandar tudo ir dar uma volta ao bilhar grande e pela utilização exagerada e prolongada de vocalizações (i.e. "AAAAAAAAARRRRRRHHHHHHHHHHH!!!!!!" ). A actividade nas redes socias altera-se, deixando a partilha de links e incidindo mais na partilha de música violenta e agressiva. Os desabafos tornam-se constantes.

 

5. Inveja - desejo exagerado por posses, status e tudo o que o outro tem. O que se sente quando o nosso colega publica um artigo numa revista com IF, e nós não :P

 

6. Preguiça - aversão ao trabalho. O uniforme do investigador, considerado pela maioria como apenas "um estado de espírito". Mais provável de surgir à segunda-feira e durante o resto da semana.

 

7. Soberba - orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Aquele que marca a diferença entre um "investigador" e um investigador. Aquele pecado que, no fundo, todos nós gostaríamos de experimentar.




Sobre mim
Agosto 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


Artigos recentes

sobre identidade

Os sete pecados capitais ...

Arquivo

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Arquivado em

a idade pesa

a melhor coisa do mundo

acreditar

adeus :)

ambientes online

amigos

amor

ano novo

aprender

assim vale a pena

boyd

cetac

chuva

coisas minhas

coisas soltas

context

contexto

cv

d'a caixa

definir prioridades

dia do pai

domingo

doze

e andamos nós a criar uma filha para ist

ece1

ece11

educação

facebook

férias

festival da canção

futebol

gene kelly

homens da luta

identidade

identity

if/then

jonsi

leituras

livros

lurking

maio

mariana

metas

mmed

mundanças

música

networking

obvious

outono

palco

pele

percursos

phd

ple_sou

prensky

problemas

quarta-feira

quinta-feira

rede

reflexões

sapocampus

segunda-feira

servidor blogs.ca.ua.pt

sexta-feira

som

sono

sportv

stress deadlines going_nuts

tela em branco

televisão

tempo

terça-feira

tese

twitter

univercidade

todas as tags

links
participar

participe neste blog

find me on twitter:
http://qrcode.kaywa.com/img.php?s=6&d=http%3A%2F%2Ftwitter.com%2F%23%21%2Fmaresta
blogs SAPO
subscrever feeds