Há uns meses (ou anos?) atrás, de um dia para o outro, o Mag.nolia anunciava que todos os bookmarks de todas as contas se tinham perdido. Numa dessas contas estavam guardados os bookmarks da minha turma de MMEd, que analisei.
Os fóruns do BlackBoard, cujas mensagens levei meses a analisar, já não estão acessíveis (pelo menos não estavam da última vez que os tentei ver).
Há minutos, na timeline da minha conta do twitter, o Carlos anunciava que "O velhinho servidor blogs.ca.ua.pt vai ser desligado." Nesse servidor de blogs estão guardados (ainda que dormentes) os blogs de MMED, blogs que serviram de base à minha dissertação de mestrado.
Assim, e num curto espaço de tempo, tudo aquilo que tratei e trabalhei no meu estudo - e que me deu o acesso ao grau de Mestre - desaparece da rede. Ou, se não desaparece, fica definitivamente esquecido num qualquer backup de algum sistema.
A informação (os dados, os textos, as palavras) deixará de existir. Perder-se-á fisicamente. E é aqui que reside - pelo menos do meu ponto de vista - a grande diferença entre informação e conhecimento.
É que os dados podem ir com os pardalitos, mas o conhecimento permanece, criou raízes fundas. Os meus colegas continuam a escrever nos seus blogs, e a incutir o espírito Web 2.0 nas escolas onde leccionam. A comunidade, ainda que diminuída, continua a partilhar informação e a desenvolver-se. O conhecimento que surgiu e cresceu a partir daquela informação - e que ficou para sempre (?) registado no meu trabalho, no da Sannya, no da Margarida Lucas - espalhou-se, tornou-se orgânico, cresceu.
De um momento para o outro as nossas dissertações entram no campo da ficção :). Mas isso é bom. É na ficção que nascem as ideias, as trocas, os mundos que não são deste mundo.
E isso até pode não ser informação. Mas - do meu ponto de vista - é, definitivamente, conhecimento.
e andamos nós a criar uma filha para ist