Ainda me recordo de umas aulas de introdução à informática, no 1º ano de NTC, em que aprendíamos um pouco de Pascal. Lembro-me, principalmente, do if/then que tínhamos de usar para fazer uma coisa qualquer e que, na altura, me deixou uma enorme aversão e admiração por tudo o que tivesse a ver com coisas informáticas (engenheiros incluídos).
Deve ser por isso que, quando não tenho nada com que ocupar o cérebro, penso nos ifs e thens que têm conduzido a minha vida:
- se eu não tivesse tirado 60% na prova específica de português, não teria mudado a minha candidatura ao ensino superior e não teria concorrido e entrado em NTC; then, estaria agora a trabalhar em relações internacionais , ramo de relações culturais e políticas (ou estaria no desemprego, com um curso em relações internacionais, ramo de relações culturais e políticas);
- se eu não tivesse entrado em NTC não teria ficado por Aveiro, não teria conhecido a minha cara-metade, não teria namorado e casado e tido a Mariana e, then, seria agora algo parecido com a morena do sexo e a cidade (uma mulher chata mas incrivelmente bem vestida);
- se eu tivesse aceite a primeira proposta de trabalho que me foi oferecida - naquele tempo elas ainda apareciam quando terminávamos o curso - não teria ficado um ano em casa; then, não teria dado explicações a um miúdo que passou a ser, no final desse ano, o filho do meu novo patrão;
- se eu não tivesse tido esse patrão, não me teria despedido para ir trabalhar em publicidade; se não me tivesse despedido do trabalho em publicidade, não teria ido trabalhar em artes gráficas; then, não teria chegado à conclusão que aquilo não era para mim e não me teria inscrito no mestrado em Multimédia em Educação;
- se eu não me tivesse inscrito no MMEd, não me teria despedido das artes gráficas para ir trabalhar para um instituto superior; se não tivesse ido trabalhar para um instituto superior, não teria dado aulas, bolonha não teria importância e não me teria candidatado ao doutoramento; se não me tivesse candidatado ao doutoramento não teria concorrido a bolsa; se não tivesse concorrido a bolsa, logicamente não a teria, não me teria despedido e, then, não estaria agora a estudar a tempo inteiro.
Conclusões?
Primeiro, despeço-me demasiadas vezes.
Segundo... se tiverem 60% na prova específica de português não desanimem: quer dizer que, anos mais tarde, poderão estar na UA, orientados por doutores 5*, a ler e a trabalhar numa área que vos fascina ;)
e andamos nós a criar uma filha para ist