Quinta-feira, 19.01.12

(O título deste post está "entre aspas" porque a ideia não é minha mas do Carlos, e está bem explicada no post que escreveu há dias. Contudo, e ao ler o que o Carlos escreveu, não consegui deixar de pensar e retomar uma questão que me vem ocupando o espírito há algum tempo: para que uso eu o Facebook? E o Twitter? E o SAPO Campus? E as outras redes onde estou a construir a minha identidade?)

 

 

Há uma ou duas semanas atrás delineei aquilo que seria uma proposta para um workshop (a ter lugar numa conferência que irá decorrer em 2012) sobre Identidade Digital e Reputação. Como não li o Call até ao fim, acabei por estar a trabalhar para o boneco e por não enviar nada. Fiquei, contudo, com um documento estruturado onde, em duas ou três ações, procurava incentivar os outros (e eu própria) a refletir sobre o que fazemos com/nos diferentes espaços por onde andamos.

Os passos eram simples, e resumem-se em duas ou três linhas:

- ponto de situação sobre a nossa presença online (onde estamos, em que espaços, com que finalidade usamos cada serviço/plataforma);

- partilha do resultado do exercício anterior + exercício de auto-reflexão: onde estou agora na rede (que perfil/identidade estou a construir) e onde gostaria de estar daqui a uns 3-5 anos;

- o que fazer (em termos de identidade na rede) para chegar lá.

 

Dito assim parece idiota, mas o draft era detalhado e em inglês até tinha pinta. Anyway, foi um exercício que me ocupou algumas horas e me deu uma boa dor de cabeça, na medida em que me levou a pensar naquilo que faço em cada um dos meus espaços e a repensar na identidade que ando a construir na rede.

Questionei-me, por exemplo, sobre o sentido de manter um blog pessoal quando este espaço, que era para ser académico, já tem textos sobre casacos e projetos e desenhos. Questionei-me sobre a importância dos contactos que tenho no meu FB, e pensei sobre o que me disse um dia a Sara Batalha quando afirmou que a gestão da nossa rede de contactos é de extrema importância, e que é nela e por ela que definimos a nossa área de influência. 

 

Pensei nisso tudo. E pensei no que aconteceu há dias, quando um vídeo feito por uma aluna e divulgado pelo Carlos passou, em poucas horas, de poucas para imensas visualizações. Na forma como a identidade que construímos na rede - e que eu defendo também ser definida pela nossa rede de contactos e pela forma como, através dela, conseguimos divulgar e projetar o nosso trabalho de formas que por vezes não conseguimos prever - pode ser utilizada não apenas para socializar mas para construir uma reputação em termos profissionais.

Pensei nisto tudo. Pensei como, às vezes - e como diz o Eminem :P - basta uma oportunidade, uma única oportunidade, para fazermos a diferença.

E pensei que seria giro, fazer um dia um workshop onde se falasse e refletisse sobre estas coisas. Se alguém se quiser juntar a mim na conversa (que pode ser 2.beer, 2.tea ou 2.hotChocolate)... o desafio está lançado :)

 

 

*o post foi editado de forma a estar de acordo com o novo acordo (com o qual não concordo, mas é assim a vida...)

 

 




Quinta-feira, 11.11.10

os meus posts têm sido tão moralistas e catequéticos que devo ter passado a imagem que sou uma pessoa entediante. e sou :P. posto isto, continuarei a escrever mas, desta vez, para FALAR BEM desta coisa da presença na rede.

 

há dias, numa das minhas leituras, fui parar a um texto da senhora boyd (com que simpatizo nem que seja por escrever o nome próprio em minúsculas) que me deixou a pensar.

no seu post "Risk Reduction Strategies on Facebook", boyd apresenta o caso de duas jovens que - ao contrário do que é comum - utilizam o seu mural do Facebook como o visor dos telemóveis antigos onde só cabia uma mensagem de cada vez.

caso #1 - "Mikalah uses Facebook but when she goes to log out, she deactivates her Facebook account. She knows that this doesn’t delete the account – that’s the point. She knows that when she logs back in, she’ll be able to reactivate the account and have all of her friend connections back. But when she’s not logged in, no one can post messages on her wall or send her messages privately or browse her content. But when she’s logged in, they can do all of that. And she can delete anything that she doesn’t like."

caso #2 - "Shamika doesn’t deactivate her Facebook profile but she does delete every wall message, status update, and Like shortly after it’s posted. She’ll post a status update and leave it there until she’s ready to post the next one or until she’s done with it. Then she’ll delete it from her profile. When she’s done reading a friend’s comment on her page, she’ll delete it. She’ll leave a Like up for a few days for her friends to see and then delete it."

 

se isto à primeira vista parece estranho, à segunda também. mas quando lemos a justificação que as meninas apresentam a coisa até passa a fazer sentido. Mikalah defende que está a tentar minimizar os riscos quando não está online para os enfrentar. quanto à Shamika (e de repente senti-me num restaurante japonês a tentar escolher pratos), diz que quer evitar problemas e, por isso, deixa as mensagens no mural enquanto têm actualidade e interesse. quando a/o perdem, apaga.

 

são maneiras no mínimo unusuals (ia dizer inusuais, num paralelo com um colapsar que ainda hoje me dá riso) de gerir uma identidade. diria, até, que neste caso as raparigas não usam o Facebook como um meio de construção da identidade mas, antes, como uma parede onde vão colando cartazes um por cima do outro.

e que, de certa forma, vão contra a ideia que eu tenho de presença na rede: não um universo alternativo, não um escape, mas antes um registo, uma espécie de e-diário ou e-book. um filme, uma auto-biografia. algo que, um dia, deixaremos para outros verem.

talvez por isso tenha gostado tanto deste vídeo. porque representa, em poucos minutos e debaixo de uma música bem mandada, aquilo que é/ que pode ser a nossa vida na rede. desde um sign in, até a um "logoff".

 

 

espero que este post já não tenha sido tão chato. se foi, a culpa é do Luís Pedro, que me enviou o vídeo enquanto eu estava a tentar ler alguma coisa.


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