Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

ainda me recordo do tempo em que o ano era pautado por três grandes eventos: a eleição da Miss Portugal, a edição dos Jogos sem Fronteiras e a escolha da canção que iria representar Portugal no Festival da Eurovisão.

para os que nasceram na década de 90 - ainda me custa admitir que há quem tenha nascido depois de 1979 - estes eventos devem parecer estranhos, um pouco como imaginar ir ao hiper e não encontrar papaia, quiwi/kivi/kkkkk ou acerola. mas sim, há quem tenha vivido nessa altura. e os telefones eram de disco, o código postal era meio caminho andado e enviava-se e recebiam-se cartas e postais. e NÃO HAVIA COMPUTADORES PORTÁTEIS. é. não havia. ou se havia eu não sabia, o que prova que a minha ignorância ao nível de tecnologias é algo que remonta aos dias do meu nascimento.

mas adiante...

 

o festival da canção era, só por si, um acontecimento nacional. a família e anexos sentava-se frente à TV mal sintonizada ("ó pá, mais para a direita, agora sim, não, não, desce do telhado que já vai começar!") para ver e ouvir o desfilar das 10/12 canções, uma delas do José Cid.

era um evento, quase. a escolha daquela canção (que nunca percebi quem escolhia) era algo de muito importante, ia representar o país na grande gala da Eurovisão. ia representar a nossa cultura, a nossa língua, o nosso povo. a nossa identidade cultural. era quase como a eleição do presidente da república com uma banda sonora mais catita.

hoje em dia já não é assim. o festival está entregue aos ex-operação triunfo, as letras já não são o que eram e, para tornar as coisas ainda mais dramáticas, temos "Os Homens da Luta" como fortes candidatos. é. os Homens da Luta. dá-lhes, Falâncio...

 

vou ficar por aqui, antes que me processem por estar a tentar fazer uma web-edition da Caderneta de Cromos. as coisas já não são mesmo o que eram, é um facto, e saudosismo à parte faz-me cócegas imaginar estes dois a representarem Portugal num festival internacional.

ou então até não. no estado em que as coisas estão, ter alguém que grite "e o povo, páh?" é capaz de ser mais coerente que ter alguém que fale do que descobrimos, do que fizémos e do como fomos grandes.

 

é que as coisas já não são o que eram.




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