Tudo isto da PIPA, da SOPA e da ACTA, juntamente com a ideia peregrina do PL118 sobre os direitos de autor não são fogo de artifício. Não são coisas simples, como ouvi dizer, ou coisas não importantes que estão a ser alvo de um destaque exagerado.
São coisas preocupantes. São o princípio do fim da Internet, tal como a conhecemos.
Para uns, Internet é sinónimo de chat e Facebook. Para outros, é lugar para descarregar torrents, e ver filmes, e engatar miúdas ou intimidar miúdos. Para outros é um repositório de informação sempre crescente.
Para mim, a Internet é liberdade.
Houve uma altura em que se constou que alguém/alguns pensavam indicar a Internet para o prémio Nobel da Paz. Na altura brinquei com o facto, e fui chamada à atenção por um amigo que me disse que a Internet, a rede, significava - para ele - aquilo que significa para mim agora: liberdade. Liberdade de comunicar, de partilhar, de trocar ideias. Liberdade de e para agir.
Se eu acho que quem produz, quem é autor, deve ser compensado pelo seu trabalho? Sim.
Se eu sou a favor da pirataria? Não. Corsários, piratas, buccaneers, só aqueles dos filmes a preto e branco, com o Errol Flynn. Não me identifico com actos de vandalismo, e por isso não admito que me defininam como crimisona.
É o fim da rede como a conhecemos. Começa assim, com limitações (financeiras, éticas, do que seja), e depois avança. E, um dia, a rede - como nós a conhecemos, onde expressamos a nossa opinião por muito idiota que seja - vai terminar.
E os velhos do restelo vão bater palmas, e dizer que no tempo deles os livros e as cartas ligavam as pessoas, e que o lixo que é a rede se destruiu a si próprio.
Nesse dia eles vão rir de alegria. E nós vamos chorar pelo que perdemos.
(na rede cresce o movimento anti PL118. Os vários blogs que vão falando sobre este assunto encontram-se listados aqui)
e andamos nós a criar uma filha para ist