Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Tenho acompanhado - embora não tanto quanto queria - a troca de opiniões e de informação que está a acontecer neste site e que procura, em 500 palavras definir a finalidade da educação.

Nele, os colaboradores são convidados a apresentar uma definição do "purpose" da educação, o que tem resultado num conjunto de perspectivas muito interessantes.

 

Avisando desde já que sou muito influenciável por aquilo que leio (uma espécie de espelho numa biblioteca, assumindo a imagem daquilo que naquele momento tem à sua frente), e que tenho andado a ler sobre aprendizagem em geral e soft-skills em particular, atrevo-me a postar, aqui, as minhas 500 palavras sobre a finalidade da educação.

(as que estão acima não contam; nem as desta frase)

 

 

A finalidade da educação

 

Desde muito cedo que ouço dizer que sou bem educada.

Embora não saiba bem o que isso quer dizer (ser bem ou mal educada pode depender de coisas tão pequenas e grandes que não cabem numa simples definição), gosto de pensar que, se não sou bem educada, procuro trabalhar para isso. Gosto de acreditar que, quando dizem que sou bem educada, querem dizer que os meus pais, a minha escola, os meus amigos, me desafiaram e criaram todos os cenários possíveis e imaginários para eu experimentar e aprender.

 

Seria, assim, essa a finalidade da educação: criar cenários onde os indivíduos pudessem experimentar, imaginar, criar, cenários onde o branco fosse a mistura de todas as cores e, ao mesmo tempo, a ausência de cor (como acontece nas artes gráficas).

Nesses cenários, os indivíduos seriam (para poderem experimentar e aprender) expostos a todos os estímulos possíveis, fossem eles físicos ou emocionais. E, através dessa exposição, aprenderiam a aprender, até se tornarem viciados e quererem aprender e apreender cada vez mais.

 

E, durante essa aprendizagem, ver-se-iam reflectidos na aprendizagem dos outros, e criariam grupos de afectos e de partilha e de interesses e de descanso. E nesses grupos, alimentados pelo gosto de aprender dos seus elementos, nasceriam mais cenários que criariam mais cenários.

A finalidade da educação seria, assim, viver. Ou, pelo menos, preparar as pessoas para a vida, fosse em coisas grandes como dormir uma noite inteira (os pais sabem do que falo) ou pequenas como mudar um pneu furado.

 

E é por isso que a educação - como está definida e desenhada pelo sistema - não chega.

É preciso que a finalidade da educação não se resuma a uma folha A4 (útil para muita coisa, certo) mas a uma vida à grande. Preenchida. Plena de coisas vividas e de coisas por viver.

 

Educar será criar oportunidades para as coisas serem e acontecerem. Se puder ser assim, desejo apenas que um dia a minha filha seja tão bem educada quanto eu.


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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

- mas dói-te? onde é que te dói?

- não dói, é assim uma coisa... lembras-te quando em casa da tia comeste bolo e ele não descia, e tu disseste que estavas com uma coisa aqui (bate no peito) que não descia e que não doía mas que parecia que doía?

- sim...

- pronto, é isso.

- mas quando é que começou a doer?

- já te disse que não dói! (enche o peito, mordendo os lábios como quem morde azedas. e depois suspira) foi do cheiro do cabelo dela. cheira a macio.

- já sei (ri, enquanto se levanta e põe a mão nos bolsos). anda... vamos dizer à mãe que estás apaixonado.

 

 

*escrito em minúsculas. porque as crianças falam com letras pequenas.




Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Um casamento - como qualquer sociedade em cada um dos sócios tem quotas iguais - implica cedência, negociação, acordo. Não se pode ganhar sempre, a razão (que está sempre do nosso lado) por vezes tem de ceder à emoção e, pouco a pouco, passo a passo, vai-se articulando e construindo um caminho comum  cheio de altos, baixos, pontes, lombas e viadutos.

Mas a coisa faz-se, ou vai-se fazendo. Quase tudo pode ser acordado ou discutido, quase tudo pode ser negociado. Quase tudo - menos o que tiver a ver com o futebol.

Lá em casa a coisa começou de forma mais ou menos subtil...

- Agora com a pequena já não dá para ir ver os jogos a casa dos teus pais. Se calhar assinamos (!!!!) a Sport TV, só este mês, para ver os jogos do Benfica.

- ...

- É só até ao fim do campeonato, depois ponho abaixo.

- ...

 

E foi assim que aquele canal entrou em nossa casa. De mansinho. Ao engano. Como quem não quer a coisa.

Mas depois do campeonato chegaram os jogos da pré-temporada, e depois dos jogos da pré-temporada chegaram os jogos da temporada, e depois dos jogos da temporada chegou outra coisa qualquer, e quando dou por mim estou a COMER futebol como quem come tostas: a seco e de má vontade. E vejo os jogos da Liga, e da liga espanhola, e no intervalo da espanhola vejo a italiana, e no intervalo da italiana muda-se para outro canal porque - IMAGINEM!!! - está a dar um outro jogo entre outras duas equipas.

 

Ainda não entendi - e acho que nunca vou entender - o fascínio e o poder que o futebol tem sobre/ na vida dos homens. Nunca entendi - e acho que nunca vou entender - a lógica do argumento "mas hoje há jogo!!" e, sobretudo, o brilho que se reflecte nos olhos de quem tem Sport TV. Mas devia entender. Para perceber. Para estar prevenida. Para não ser apanhada na curva.

 

Rais parta a bola. E logo joga o Benfica... :(


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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

 




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