(O título deste post está "entre aspas" porque a ideia não é minha mas do Carlos, e está bem explicada no post que escreveu há dias. Contudo, e ao ler o que o Carlos escreveu, não consegui deixar de pensar e retomar uma questão que me vem ocupando o espírito há algum tempo: para que uso eu o Facebook? E o Twitter? E o SAPO Campus? E as outras redes onde estou a construir a minha identidade?)
Há uma ou duas semanas atrás delineei aquilo que seria uma proposta para um workshop (a ter lugar numa conferência que irá decorrer em 2012) sobre Identidade Digital e Reputação. Como não li o Call até ao fim, acabei por estar a trabalhar para o boneco e por não enviar nada. Fiquei, contudo, com um documento estruturado onde, em duas ou três ações, procurava incentivar os outros (e eu própria) a refletir sobre o que fazemos com/nos diferentes espaços por onde andamos.
Os passos eram simples, e resumem-se em duas ou três linhas:
- ponto de situação sobre a nossa presença online (onde estamos, em que espaços, com que finalidade usamos cada serviço/plataforma);
- partilha do resultado do exercício anterior + exercício de auto-reflexão: onde estou agora na rede (que perfil/identidade estou a construir) e onde gostaria de estar daqui a uns 3-5 anos;
- o que fazer (em termos de identidade na rede) para chegar lá.
Dito assim parece idiota, mas o draft era detalhado e em inglês até tinha pinta. Anyway, foi um exercício que me ocupou algumas horas e me deu uma boa dor de cabeça, na medida em que me levou a pensar naquilo que faço em cada um dos meus espaços e a repensar na identidade que ando a construir na rede.
Questionei-me, por exemplo, sobre o sentido de manter um blog pessoal quando este espaço, que era para ser académico, já tem textos sobre casacos e projetos e desenhos. Questionei-me sobre a importância dos contactos que tenho no meu FB, e pensei sobre o que me disse um dia a Sara Batalha quando afirmou que a gestão da nossa rede de contactos é de extrema importância, e que é nela e por ela que definimos a nossa área de influência.
Pensei nisso tudo. E pensei no que aconteceu há dias, quando um vídeo feito por uma aluna e divulgado pelo Carlos passou, em poucas horas, de poucas para imensas visualizações. Na forma como a identidade que construímos na rede - e que eu defendo também ser definida pela nossa rede de contactos e pela forma como, através dela, conseguimos divulgar e projetar o nosso trabalho de formas que por vezes não conseguimos prever - pode ser utilizada não apenas para socializar mas para construir uma reputação em termos profissionais.
Pensei nisto tudo. Pensei como, às vezes - e como diz o Eminem :P - basta uma oportunidade, uma única oportunidade, para fazermos a diferença.
E pensei que seria giro, fazer um dia um workshop onde se falasse e refletisse sobre estas coisas. Se alguém se quiser juntar a mim na conversa (que pode ser 2.beer, 2.tea ou 2.hotChocolate)... o desafio está lançado :)
*o post foi editado de forma a estar de acordo com o novo acordo (com o qual não concordo, mas é assim a vida...)
e andamos nós a criar uma filha para ist