Um chá. Quente. Numa chávena que aquece primeiro os dedos, depois o sangue, e por fim a alma.
O aroma da cidreira ou dos frutos vermelhos - não importa. É cheiro, é calor, é pedaço da natureza que está lá fora e que - felizmente ? - os vidros não deixam entrar junto com a chuva e o frio.
E o frio... ah, o frio. Pouco, suficiente, daquele que é fresco sem ser gelo e que arrepia sem fazer tremer. Meias, de lã, dos pés até aos joelhos. E uma manta quente. Vermelha, como só o calor consegue ser.
Um livro? Pode ser. Mas só se não tiver figuras, porque o chá e o frio e as meias e a manta fazem nascer desenhos nos meus olhos e eu não quero esses desenhos - os do chá e do frio, que são meus - misturados com os desenhos de outros que não estão aqui, sentados comigo.
Música? Não preciso :). Basta-me o som da água que o céu dá e o respirar lento, baixo e suave da fada que me descansa e que descansa no meu colo.
E isto é tudo o que eu preciso. E isto é tudo o que me faz feliz.
e andamos nós a criar uma filha para ist