Já devo ter escrito, em algum lado, alguma coisa sobre "O Principezinho". Tenho, aliás, a certeza de já o ter feito.
"O Principezinho" é O livro. Li-o pela primeira vez quando ainda era miúda, depois deixei de o ler, e passados alguns anos - demasiados anos - encontrei-o numa estante e levei-o para casa. E, de cada vez que a vida ou as pessoas ou as coisas começam a ficar complicadas, recorro às palavras simples e à verdade limpa do pequeno príncipe para encontrar, nelas, as frases que queria dizer.
Ler "O Principezinho" aos 10 anos é diferente de o ler aos 15, e aos 20, e aos 30. É uma aventura de uma vida inteira, é um livro que parece crescer connosco e que envelhece mas se renova à medida que os anos passam. Cada história e cada personagem encerram leituras e ideias diferentes, como se fossem - mesmo elas - pessoas pequeninas feitas de letras.
Hoje voltei a encontrar o Rei. E nunca, como hoje, este livro e estas figuras feitas de letras me pareceram tão actuais, tão claras e tão cheias de sabedoria.
e andamos nós a criar uma filha para ist