Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

[investigador=aquele que investiga; "investigador"(entre aspas)=aquele que tenta investigar]

 

 

1. Gula - desejo insaciável de algo para além do necessário. Visível na recolha de textos, papers, na requisição de livros na biblioteca e na subscrição de bases de artigos que nunca se vão ler. Quando levado ao extremo pode conduzir a overload de informação, esgotamento e à sensação de que se está sozinho no mundo: "A senhora da biblioteca não me quer atender, ninguém gosta de mim"

 

2. Avareza- apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais. Numa primeira fase manifesta-se em expressões como "35 euros por um paper??? Eu acho isto no Google". O segundo estádio (quando o dinheiro deixa de ter importância) caracteriza-se pela ocultação de referências, pela não partilha de documentos com os colegas, podendo conduzir ao conhecido síndrome do "Tio Patinhas"

 

3. Luxúria - deixar-se dominar pelas paixões. Enebriamento relativamente ao projecto, ao prazer de poder vir a ter artigos publicados e de se ser reconhecido. Bate forte, passa rápido.

 

4. Ira - intenso e descontrolado sentimento de raiva, manifestado normalmente durante o segundo ano de investigação. Carcateriza-se por uma imensa vontade de mandar tudo ir dar uma volta ao bilhar grande e pela utilização exagerada e prolongada de vocalizações (i.e. "AAAAAAAAARRRRRRHHHHHHHHHHH!!!!!!" ). A actividade nas redes socias altera-se, deixando a partilha de links e incidindo mais na partilha de música violenta e agressiva. Os desabafos tornam-se constantes.

 

5. Inveja - desejo exagerado por posses, status e tudo o que o outro tem. O que se sente quando o nosso colega publica um artigo numa revista com IF, e nós não :P

 

6. Preguiça - aversão ao trabalho. O uniforme do investigador, considerado pela maioria como apenas "um estado de espírito". Mais provável de surgir à segunda-feira e durante o resto da semana.

 

7. Soberba - orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Aquele que marca a diferença entre um "investigador" e um investigador. Aquele pecado que, no fundo, todos nós gostaríamos de experimentar.




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